Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

Quando o Amor Incomoda...

 

Não resisti a colocar aqui este texto que me foi enviado por mail, e que me fez lembrar uma situação que aconteceu comigo e que eu relatei no post intitulado Sexo Selvagem (ou em amaricanu wailde sekesse).

Divirtam-se!

Caros vizinhos,

 

 Lamento referir-me a um assunto tão íntimo vosso, mas é por este acabar por não ser realmente privado, que vos alerto.

Todos gostamos de dar uma boa queca, é natural. Todavia é importante ter consciência se o condomínio “assiste” a acto tão privado. E assiste. Não visualmente, óbvio, mas a barulheira que é feita no árduo desempenho do acto, certamente “acorda” os mortos do cemitério à nossa beira.

Confesso que os gemidos femininos até nem incomodam, ouvem-se baixinho e transmitem uma sensualidade que é naturalmente agradável, mas quanto ao resto, o caso muda de figura.

Os barulhos do mobiliário a arrastar, as pancadas ritmadas na parede espalham-se pela estrutura do edifício. Não é preciso ser engenheiro ou licenciado em engenharia para perceber que os ruídos e as vibrações estruturais são os mais difíceis de isolar e os mais incomodativos.

Portanto, ou compram uma cama nova, ou f**** no chão!

Não me f**** é a mim.

 

 

Boas f****.

 

 

 

                   A vizinha de baixo!

 

 

Sexo Selvagem (ou em amaricanu wailde sekesse)

 

Já era tarde, o sono pesava nas pálpebras, e nem o melhor (cof! cof!) programa de tv nos fez resistir ao apelo da cama.

Despimo-nos e enfiámo-nos na cama. Eu virada pra ele, ele virado pra mim de mão dada. Começo a ouvir uma respiração mais profunda. O N. já estava a dormir. Mas eu estava numa daquelas noite em que tenho “um carro em ponto morto dentro da cabeça a funcionar”. Estranho, não é? Pois… mas já fui fazer exames – ainda assim não me tivesse entrado algum carro por um orifício adentro e só tivesse parado no cérebro – aos ouvidos e não acusou nada.

 

Só se ouvia o silêncio e o meu carro em ponto morto. Mais nada. Reviravolta na cama número 749. Começo a ouvir mais qualquer coisita… Todos dizem que eu tenho ouvidos de tísica, pois tenho um ouvido muito apurado. Defeito de fábrica.

“Aiiii”, ouvi eu e pensei “alguém deve estar cheio de dores”. “Aiiiiii”, outra vez. Alguém estava mesmo mal para deitar cá pra fora uns gemidos tão profundos.

Continuaram os “ais” e acrescentaram uns “ahs”. Que coisa tão estranha. Se calhar a pessoa está na casa de banho cheia de dores de barriga. Ou então não se pode mexer.

Mais “ais” e “ahs” e agora também “hummm”. Pera lá! Isto não é ninguém com dores!!! Isto é alguém na pinokada…!!! E nisto os gemidos intensificaram-se e ouve-se o que pensei ser a cama a bater provavelmente na parede. Tal qual um martelo pneumático (LOL) em barulho e intensidade.

 

Mas quem seria que estava em tal “sofrimento”? Comecei a pensar quem seria… A minha vizinha do lado? Provavelmente não, pois não se deve ouvir no meu quarto. A filha do sr. A.?  Não me admirava. Ela tem ar de quem anda ao ataque, chega às quinhentas da manhã a bater com os saltos escadas fora e ainda por cima quer enganar os outros fingindo ser uma santa pronta a atingir o céu. A I. também não me parecia ser e a Dona M.J. tenho sérias dúvidas. Que ela não bate bem da bola já sabemos todos mas até levar homens lá para casa… acho que as articulações dela já não lhe permitiam grande ginástica. Nova ideia brilhante! Era capaz de ser o filho da Dona M.J. que levou uma gaja lá para casa. Naaa… ele tem uma ar tão frágil que não teria forças suficientes para tal desempenho. Os “blacks” por baixo de mim? Nopes. Ouvir-se-ia muito melhor o barulho.

 

Após várias conjunturas, cheguei à conclusão de que só poderia ser do prédio ao lado. Mas como não conheço ninguém, encerrei a fábrica da imaginação, virei-me para o lado, “desliguei” o carro e adormeci.

 

Já sei que essas mentes badalhocas pensaram logo que eu iria contar aqui algum pormenor mais cabeludo da minha intimidade. Lamento decepcionar-vos mas não. :P

Só para rematar, devo confessar-vos que os outros é que estiveram na pinocada a noite inteira mas a mim é que me doem as costas. Se calhar por solidariedade à moça que estava em tão grande “sofrimento”…!

 

P.S. – Não percam o próximo post. Tou a avisar… :P